2.

Cirurgia 
Ortognática

A cirurgia ortognática é um conjunto de procedimentos que objetiva corrigir o posicionamento dos ossos da face, visando corrigir e restabelecer seu equilíbrio anatômico. Ela é indicada em todos os casos em que é diagnosticada alguma anormalidade envolvendo esses ossos ou até mesmo os dentes, e que não pode ser resolvida somente com tratamentos ortodônticos convencionais. Isso ocorre porque o problema não está na posição dos dentes em si, mas sim nos ossos da face. Sua realização traz diversos benefícios, tanto do ponto de vista funcional, estético,  como psicossocial.

A cirurgia é capaz de corrigir a oclusão dentária (mordida). permitindo uma melhor função mastigatória, articular e até mesmo respiratória. Com isso, acaba por diminuir também a dor na articulação temporomandibular (ATM), proveniente muitas vezes, do mau posicionamento dos maxilares. A cirurgia ortognática também pode ser indicada em alguns casos de ronco ou apneia do sono. 

Além disso, mesmo pacientes que apresentam alguma deformidade com a preservação da mordida e da movimentação dentária, podem desenvolver, ao longo do tempo, problemas para a articulação temporomandibular e até mesmo ser surpreendidos com a perda precoce dos dentes. A cirurgia interfere positivamente e interrompe esse processo. 

Outro aspecto importante é o psicossocial, que vai muito além da funcionalidade. É muito comum pessoas que apresentam alguma dessas deformidades, na maioria das vezes traduzidas clinicamente por "queixo grande demais", "queixo pequeno demais" ou mesmo "gengivas muito grandes", sofrerem uma baixa autoestima. A cirurgia ortognática, corrigindo essa alterações, devolve a harmonia facial e influencia positivamente na autoestima do paciente.

Para determinar se a cirurgia ortognática é ou não indicada para o seu caso, o primeiro passo é agendar uma consulta com o cirurgião bucomaxilofacial. Este diagnóstico é frequentemente baseado em um exame clínico radiográfico completo, voltado para determinar se existe de fato uma discrepância entre os maxilares superior e inferior. Muitas pessoas se surpreendem ao saber que uma mordida inadequada, resultante de dentes e/ou maxilares desalinhados, pode prejudicar sua saúde de um modo geral e especialmente sua aparência.

 

Principais sintomas onde a cirurgia ortognática pode ser indicada 

  • Dificuldade em morder ou mastigar alimentos

  • Dor na articulação temporomandibular (ATM) crônica, frequentemente acompanhada por dor de cabeça

  • Apneia obstrutiva do sono, caracterizada por problemas respiratórios durante o sono, incluindo o ronco

  • Desgaste excessivo dos dentes

  • Respiração bucal crônica que provoca a sensação de boca seca

  • Espaço entre os dentes superiores e inferiores quando a boca está fechada (mordida aberta)

  • Incapacidade de fazer os lábios se encontrarem sem fazer esforço

  • Aparência facial desequilibrada (assimetria)

  • Mandíbula grande

  • Queixo retraído

  • Sorriso gengival

  • Assimetria facial

Abaixo exemplo de um caso de uma paciente PADRÃO FACIAL II.  Fotos ANTES e DEPOIS - Cirurgia Ortognática realizada pelo Dr. Luis Pagotto CROSP: 67438 - Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial. Publicação autorizada pela paciente. Resolução 196/2019 Conselho Federal de Odontologia. 

Cirurgia Ortognática e as Fases do Tratamento

A cirurgia ortognática, como outros procedimentos cirúrgicos, não começa e nem termina no centro cirúrgico ou no hospital. Para seu sucesso, ela requer uma avaliação e preparo pré-operatório e cuidados pós-cirúrgicos adequados. Podemos dividir a cirurgia ortognática em 3 fases:

1. Fase pré-cirúrgica:

Nessa fase o paciente passará por um preparo ortodôntico com um especialista em ortodontia cuja duração vai variar de acordo com situação de cada paciente. Através do uso de aparelho, fará o alinhamento e nivelamento dos dentes, sem se importar com a alteração óssea em si, que será corrigida com a cirurgia ortognática. 

2. Fase cirúrgica:

Cirurgia ortognática para corrigir a posição óssea dos maxilares.

3. Fase de finalização ortodôntica:

Nessa fase o (a) ortodontista procederá à finalização do tratamento ortodôntico, fazendo os ajustes finais necessários. Finalizada a ortodontia, se procederá com a retirada do aparelho ortodôntico.

Planejamento virtual em cirurgia ortognática

A evolução dos conceitos envolvidos no diagnóstico e plano de tratamento em cirurgia ortognática tem sido imensurável. As metas para o tratamento dos pacientes tornaram-se mais amplas, levando ao desenvolvimento de novos instrumentos de diagnóstico. Dentre eles, destaca-se o planejamento cirúrgico digital, o qual proporciona maior previsibilidade e padronização de toda sequência clínica, além de ser um método extremamente preciso. 

PIEZOELECTRIC VERSUS CONVENTIONAL TECHNIQUES FOR

ORTHOGNATHIC SURGERY: SYSTEMATIC

REVIEW AND META-ANALYSIS

Recuperação pós-operatória em cirurgia ortognática

O pós-operatório da cirurgia ortognática está diretamente ligado a técnica cirúrgica realizada pelo cirurgião. É preciso entender que se o cirurgião bucomaxilofacial não realizar uma técnica o mais atraumática possível, pior será o pós-operatório do paciente. Edema em excesso, dor, longo tempo de afastamento das atividades diárias normais e muita dificuldade de mastigação, por exemplo,  não são normais nos dias atuais quando um cirurgião bem treinado executa a cirurgia ortognática.  O meus pacientes voltam para suas atividades normais em 10 dias, não sentem dor (apenas um leve desconforto) e mastigam normalmente em 20 dias de pós-operatório. 

A cirurgia ortognática é uma cirurgia delicada. O potencial para o fracasso e complicações são muito menos prováveis de ocorrer quando realizada por um cirurgião experiente.

Padrões faciais, suas características e correções cirúrgicas

PADRÃO FACIAL 2 

- Mandíbula muito pequena

- Queixo para trás

- Nariz muito grande

- Dificuldade de respirar pelo nariz

- Acúmulo tecidual submentoniano (papada)

FACE LONGA 

- Sorriso gengival

- Incompetência labial (não fecha os lábios)

- Mordida aberta anterior

ATRESIA TRANSVERSAL DA MAXILA 

- Mordida cruzada posterior uni ou bilateral

- Palato profundo,

- Dificuldade em respirar pelo nariz

- Respiração bucal e ronco.

PADRÃO FACIAL 3 

- Mandíbula muito grande

- Queixo para frente

- Rosto afundado

- Nariz muito grande 

ASSIMETRIA FACIAL 

- Rosto torto

- Queixo desviado

- Dificuldade de mastigação 

PADRÃO FACIAL 2 COM APNEIA DO SONO 

- Mandíbula muito pequena

- Dificuldade de respirar pelo nariz

- Ronco

- Apneia

Abaixo exemplo de um caso de um paciente PADRÃO FACIAL III.  Fotos ANTES e DEPOIS - Cirurgia Ortognática realizada pelo Dr. Luis Pagotto CROSP: 67438 - Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial. Publicação autorizada pelo paciente. Resolução 196/2019 Conselho Federal de Odontologia. 

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