• Dr. Luis Pagotto

BMP-rh2 uma opção nas reconstruções ósseas dos maxilares


O advento da osseointegração trouxe uma profunda mudança no panorama da Odontologia, saindo de um modelo de reposição dentária baseada em próteses dento e mucossuportadas, e permitindo a confecção de próteses fixas sobre implantes, o que somou mais uma ferramenta para a reabilitação funcional e social dos pacientes. Contudo, os processos alveolares dos ossos maxilares sofrem atrofia óssea após a perda dentária, sendo esse processo de reabsorção variável em cada paciente, podendo até impossibilitar a instalação dos implantes.


Em contrapartida a essa limitação, lança-se mão das cirurgias de reconstrução dos maxilares, a qual — em casos de perdas após ressecção de tumores, avulsões traumáticas ou mesmo reabsorção por desuso — é uma das tarefas mais difíceis em cirurgia bucomaxilofacial. Para que o paciente tenha a função e a estética restituídas, é importante que a reconstrução promova volume e distribuição óssea adequados, para que, assim, haja osso viável para a instalação dos implantes, em volume suficiente para garantir uma longevidade previsível ao tratamento.


Atualmente, para se alcançar tais objetivos, há uma gama variada de técnicas cirúrgicas, bem como de biomateriais para as reconstruções dos maxilares. A existência de tal variedade de técnicas é, por si só, um indicativo da dificuldade presente nesse tipo de cirurgia. Mas, a despeito das várias opções, o enxerto de osso autógeno continua a ser considerado o padrão-ouro nessas reconstruções. Contudo, em detrimento de suas características biológicas, o osso autógeno apresenta limitações que, por sua vez, têm estimulado pesquisas em prol do desenvolvimento e descoberta de novos materiais que possam atuar como substitutos ósseos. Podemos citar como limitações do osso autógeno a necessidade de um novo sítio cirúrgico doador, o aumento da morbidade ao paciente, o aumento do risco de infecção e o fator psicológico do paciente.


Atualmente, existem materiais para substituição do osso autógeno que apresentam diversas composições e origens, mas todos buscam as características ideais de um biomaterial, como facilitar a revascularização; promover osteogênese e osteoindução; não exibir propriedades antigênicas; existir em abundância sem necessidade de sítio doador; e prover adequada estabilidade e suporte aos tecidos a serem neoformados.


Um biomaterial que se apresenta como opção aos enxertos autógenos é a proteína óssea morfogenética (BMP), inicialmente descrita por Marshall Urist em 1965, que lhe atribuiu capacidades de neoformação óssea por osteoindução, fazendo parte da família dos fatores de crescimento transformante-beta (TGF-β). Desde então, esse grupo de proteínas tem sido estudado, testado e produzido com tecnologia de recombinação genética humana, recebendo o nome de BMP-rh.


Outro material que tem sido amplamente estudado e usado é o Bio-Oss®, um derivado de osso bovino poroso inorgânico. São citadas como suas características a biocompatibilidade e a osteocondução, havendo, ainda, aporte literário quanto às suas propriedades, indicações de uso e formas de aplicação, o que resulta em segurança clínica ao cirurgião, quando respeitados os achados científicos.


Considerando-se as atuais demandas clínicas do cirurgião quanto às cirurgias reconstrutivas e levando em conta as diversas opções de substitutos ósseos, esse trabalho apresenta um relato de caso de reconstrução de uma maxila atrófica com enxerto misto de BMP associado a osso xenógeno desmineralizado, o Bio-Oss®.


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